Série A

350 dias de Roberto Piccoli: da decepção à saída acelerada

13 de agosto de 2026Diego Herrera3 мин

A história de um amor que nunca floresceu e o motivo do fim da relação entre Fiorentina e Piccoli.

Em 25 de agosto de 2025, Roberto Piccoli se tornava um novo jogador da Fiorentina. Sua chegada ocorreu em um momento de grande expectativa para o projeto técnico de Stefano Pioli, como um atacante para formar dupla com Moise Kean em um ataque que também contava com Edin Dzeko. Um ano depois, ou menos, o mesmo atacante está prestes a sair de cabeça baixa, após uma temporada para esquecer e um verão em que tudo mudou.

Annus horribilis

Entre esses dois verões, houve um ano. Quarenta e três partidas com o escudo viola, 8 gols, 4 no campeonato. Um desempenho que, comparado aos 25 milhões de euros mais 2 de bônus que a Fiorentina desembolsou para tirá-lo do Cagliari, surpreendeu o então diretor esportivo sardo, Guido Angelozzi, que declarou: "Nem o presidente pensou que ganharíamos tanto". Em retrospectiva, é fácil analisar o investimento técnico, embora na época, em agosto de 2025, poucos se indignaram com a compra de um atacante de 24 anos, vindo de uma temporada com dois dígitos de gols, por mais de 25 milhões. No entanto, o campo falou mais alto: Piccoli, com aquela camisa, com o número noventa e um nas costas, nunca pareceu à vontade. Não apenas por sua culpa: além dos 25 milhões, houve um contexto de "buraco negro técnico" que ofuscou talentos até mais brilhantes. Por várias partidas, o jogador nascido em 2001 pareceu simplesmente inadequado e, apesar de alguns lampejos – um deles contra o Bologna, na partida vencida pelos viola poucas horas após a morte de Rocco Commisso – sua experiência em Florença permanece pálida.

Avaliações

Apesar disso, até algumas semanas atrás, a Fiorentina parecia disposta a continuar com ele. Tanto porque Fabio Grosso estava convencido de que poderia trabalhar com ele (suas características poderiam, de certa forma, se encaixar melhor em seu jogo do que as de Moise Kean) quanto pelo peso relacionado ao desembolso feito. Voltamos aos 25 milhões, a origem de tudo o que deu errado, uma avaliação que tornava difícil vendê-lo sem incorrer em uma tremenda perda. No entanto, algo mudou, graças também aos bons ofícios de Fabio Paratici. E surgiu a pista para o Bologna: os rossoblù, que haviam insistido desde o início no empréstimo com direito de compra, recuaram com o passar dos dias. Isso foi decisivo, pois sem a garantia da obrigação – a condição é óbvia – o negócio não teria sido desbloqueado. A distância inicial era considerável: o Bologna trabalhava apenas na compra e a diretoria viola não queria saber de outra coisa. A solução definitiva satisfaz ambos os clubes. Bobby Smalls se transferirá da Fiorentina para o Bologna por empréstimo com obrigação de compra fixada em 18 milhões de euros, condicionada à permanência do clube rossoblù na liga. O acordo também prevê 10% sobre a futura revenda em favor da Fiorentina.

O custo da operação

Como explicamos ontem, a situação contábil da Fiorentina também influenciou a negociação: após a compra do Cagliari por 25 milhões, o valor residual do jogador no balanço é de cerca de 20 milhões de euros. Uma venda por esse valor permitiria aos viola evitar uma perda. Com a fórmula de empréstimo oneroso com obrigação de compra, a Fiorentina poderia reduzir ainda mais o valor necessário para não registrar uma perda, ficando abaixo dos 15 milhões. A negociação, portanto, levou em conta não apenas o valor de mercado de Piccoli, mas também as necessidades orçamentárias do clube. Pelos valores envolvidos no negócio, a Fiorentina parece estar evitando a perda.