Alfonso Fernández Mañueco, candidato do PP à reeleição em Castela e Leão, inovou a sua estratégia de campanha eleitoral. Em vez da tradicional propaganda porta a porta assinada pelo próprio candidato, agora são cidadãos anónimos que, através de cartas personalizadas, pedem o voto e explicam a sua confiança no projeto de Mañueco.
Um exemplo notável é Chelo, uma mulher reformada de 67 anos. Na sua carta, enviada a milhares de lares, Chelo partilha a sua perspetiva sobre porque irá votar em Mañueco. Ela representa quase 30% da população de Castela e Leão e sublinha que aceitou o pedido do PP para “colocar por escrito, como cidadã, porque vou votar em Mañueco”, procurando uma comunicação direta e de “senso comum”, longe dos grandes discursos.
Estas cartas não são uniformes; são desenhadas para diferentes públicos, como reformados ou jovens empreendedores, dirigindo-se aos seus “pares” para incentivar a mobilização e a depositar o seu voto. A proposta é que os cidadãos expliquem porque confiam no projeto de Mañueco, em vez de ele próprio pedir o voto.
Chelo destaca que valoriza um governo “sério, sem ruído” e uma gestão que “funcione” e “ajude no concreto”. Menciona propostas como a segurança na assistência domiciliária a idosos e a redução de burocracias para heranças como razões específicas para o seu apoio. Esta abordagem inovadora procura ligar-se de forma mais autêntica aos mais de 2,4 milhões de eleitores chamados às urnas em Castela e Leão.
